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O Programa #CAUCPSolidario, destinado a todo o Colégio, envolve os educandos desde o 2º Período da Educação Infantil até os da 3ª Série do Ensino Médio e desde junho de 2018 passou a fazer parte integrante do calendário escolar.

Até há pouco tempo, o papel social de formação de personalidades voltadas para o outro, promovendo o respeito e atenção entre as pessoas, estava entregue à religião, como se a convivência saudável pertencesse exclusivamente à dimensão religiosa da pessoa humana. Considerando que nossa sociedade sofre, de forma incisiva, forte influência de uma cultura de intolerância ao diferente nos mais variados segmentos individuais e sociais, a religião não só não dá conta desse papel, como também, por vezes, acaba sendo origem de conflitos entre as pessoas. Por isso, a Equipe Gestora do CAUCP, olhando para a pessoa em todas as suas dimensões, entende que a educação possui ferramentas pedagógicas adequadas para se trabalhar uma nova cultura - a cultura da paz -, colaborando com a construção de uma nova civilização – a civilização do amor. Então, podemos afirmar que temos a resposta eficiente e eficaz para colaborar com uma estrutura pessoal, cuja inteligência emocional do educando seja fortalecida; que os conflitos sejam tratados de forma madura, com diálogo e abertura à escuta do outro; as diferenças sejam olhadas não como defeito, mas como riqueza de dons e talentos e, por isso, respeitadas e valorizadas; a convivência seja cultivada e sustentada pelo amor fraterno e altruísta, de tal forma que o educando consiga reconhecer o outro como parte integrante de sua história.

Esse programa pedagógico inspira-se no documento eclesiástico “Educar ao Humanismo solidário” da Congregação para a Educação Católica que visa reconhecer “sua responsabilidade de contribuir, com o seu patrimônio de verdades e valores, para a construção do humanismo solidário, por um mundo pronto a atualizar a profecia contida na Encíclica Populorum progressio” (n. 28) e relança a prioridade da construção da “civilização do amor”.

Cinco são as principais diretrizes que emanam do referido documento e que norteiam todo o programa #CAUCPSolidario, a saber: é necessário humanizar a educação; promover a cultura do diálogo; globalizar a esperança; contemplar a verdadeira inclusão; organizar redes de cooperação.

Humanizar a educação significa colocar a pessoa humana no centro do processo educativo (GE, 1B) e Deus no centro da vida da pessoa humana. Por uma observação empírica pode se reconhecer facilmente que as relações humanas são interdependentes, pois possuem um destino comum, não só com as pessoas com quem convivemos em uma mesma época, mas também como corresponsáveis com relação aos que nos precederam e com àqueles que nos sucederão. Há uma profunda relação entre as gerações, que é no mínimo de corresponsabilidade. Por isso, é preciso renovar o pacto educativo entre as gerações, uma vez que a “educação familiar é a coluna vertebral do humanismo solidário” (n. 9). Trata-se de “não só dar formação, mas cuidar dos resultados no quadro geral das capacidades pessoais, morais e sociais dos participantes do processo educativo.” (n. 10)

Entende-se por Cultura do Diálogo um padrão de comportamento presente em um grupo de pessoas dispostas a reconhecer a dignidade de todas as pessoas que participam de uma interação comunicativa por estarem livres de interesses supérfluos, dispensáveis, secundários. (cf. n. 12). A escola é um espaço privilegiado para se difundir a cultura do diálogo, pois nela encontram-se pessoas e suas histórias de vida com valores, crenças, experiências socioemocionais, modo de pensar a realidade, mundos subjetivos, sonhos e encantamentos. É nesse ambiente propício de aprendizagem que se apresenta a beleza da formação para o diálogo, “baseado em princípios relacionais (gratuidade, liberdade, igualdade, coerência, paz e bem comum) que entram de modo positivo e decisivo nos programas didáticos e formativos das instituições que prezam o humanismo solidário.” (n. 14). Pela clareza do objetivo principal da cultura do diálogo, que é “edificar um mundo melhor, é necessário que esteja na base de um diálogo, a convivência pacífica e enriquecedora enraizada no mais amplo conceito de ser humano – na sua caracterização psicológica, cultural e espiritual - para além de qualquer forma de egocentrismo e etnocentrismo, segundo uma concepção de desenvolvimento integral e transcendente da pessoa e da sociedade.” (n. 15)

Globalizar a Esperança implica em reconhecer que a verdade contida na mensagem de Cristo, em que “o homem é redimido pelo amor” e não pela ciência, “a caridade cristã propõe gramáticas sociais universalizantes e inclusivas. Tal caridade informa as ciências que, preenchidas por ela, acompanharão o homem em busca do sentido e da verdade na criação.” (n. 17). Busca-se aqui o verdadeiro sentido da vida em cada ato humano, em cada relação interpessoal e com o meio ambiente onde vive. “Realiza-se por meio da construção de relações educativas e pedagógicas que formem para o amor cristão, que criem grupos assentes na solidariedade, nas quais o bem comum esteja associado virtuosamente ao bem de cada um dos seus membros, que transformem o conteúdo das ciências em conformidade com a plena realização da pessoa e da sua pertença à humanidade. É justamente a educação cristã que pode desenvolver tal tarefa primária, pois a educação «é fazer nascer, é fazer crescer, coloca-se na dinâmica do dar a vida. E a vida que nasce, é a fonte mais borbulhante de esperança».” (n. 18) Globalizar a esperança significa também promover as esperanças da globalização, que merece uma atenção especial. Pois, “uma globalização sem visão, sem esperança, sem uma mensagem que seja, ao mesmo tempo, anúncio e vida concreta, está destinada a produzir conflitos e a gerar sofrimentos e misérias.” (n. 19).

Contemplar a Verdadeira Inclusão significa “permitir que cada pessoa se sinta ativamente participante na construção do humanismo solidário. Os instrumentos utilizados devem promover o pluralismo, estabelecendo espaços de diálogo destinados à representação das questões éticas e normativas. A educação para o humanismo solidário deve assegurar, com uma atenção especial, que a aprendizagem das ciências corresponda à consciência de um universo ético no qual a pessoa age. Em particular, esta correta concepção do universo ético, deve orientar para a abertura de horizontes do bem comum progressivamente mais amplos, até englobar toda a família humana”. (n. 20) As pessoas de hoje, por questão de sobrevivência, precisam ser solidárias entre si onde quer que estejam, não só com as de seu tempo, mas também com as pessoas que viverão no futuro. Enfim, é ter a consciência de que as escolhas de hoje têm consequências interferindo no “equilíbrio dos sistemas humano-sociais, naturais, ambientais, etc.” (30). Essa é a “consciência histórica, baseada na consciência da unidade indissolúvel que leva os antepassados, os contemporâneos e os vindouros a superarem os níveis de familiaridade para que todos se reconheçam igualmente filhos do único Pai, num relacionamento de solidariedade universal.”

Organizar Redes de Cooperação como resposta de socialização da educação para o humanismo solidário. “Trata-se de favorecer a formação de grupos de pesquisa integrados entre o corpo docente, jovens pesquisadores e estudantes, além de solicitar a colaboração entre as instituições acadêmicas situadas num contexto internacional. As redes de cooperação deverão ser instituídas entre sujeitos educativos e sujeitos de outro âmbito, por exemplo do mundo das profissões, das artes, do comércio, das empresas e de todos os corpos intermediários da sociedade nos quais o humanismo solidário precisa propagar-se.” (n. 26) Dos agentes de educação exige-se “a adopção de um comportamento propenso à colaboração. Particularmente, prefere a colegialidade do corpo docente na preparação dos programas de formação e de cooperação, bem como a colaboração entre os alunos, no que diz respeito às modalidades de aprendizagem e aos ambientes de formação. Mais ainda, enquanto células vivas do humanismo solidário, ligadas por um pacto educacional e por uma ética inter-geracional, a solidariedade entre quem ensina e quem aprende deve ser progressivamente inclusiva, plural e democrática.” (n. 25)

A partir dessas diretrizes da educação e humanismo solidário são despertados diversos projetos que se integram ao Programa #CAUCPSolidario. Por isso, a metodologia utilizada é o trabalho/ação pedagógica por projetos. Assim, para Humanizar a Educação estamos trabalhando o Projeto “Virtudes” (capacidades sócio-emocionais) e Projeto “Autorregulação”; Para Cultura do Diálogo, o Projeto “É extraordinário combater o Bullying”, e o Projeto “Mediação Escolar”; Para Globalizar a Esperança, o Projeto “Habilidades de Vida, Sentido da Vida e redenção pelo Amor”; Para a Verdadeira Inclusão, a “Corresponsabilidade e Ecologia Integral”;  Para Redes de Cooperação a “Socializar a experiência e conhecimento inter-pares e adoção de escolas irmãs”.

O fabuloso em tudo isso é ver a participação da família CAUCP, na qual estudantes, colaboradores do acadêmico e do administrativo, e os responsáveis legais (pais e outros) estão todos comprometidos. Essa parceria conta com profissionais do Colégio, professores e estudantes dos mestrados e da graduação da Universidade Católica, intervindo direta e indiretamente, com colaboração do segmento público, vivem uma verdadeira integração humano-social, fortalecendo nossa busca de construção da “nova civilização do amor” – uma verdadeira cultura de paz.

Pe. Pedro Paulo de Carvalho Rosa
Reitor e gestor do CAUCP
  
Rua Benjamin Constant, 213 
Centro - Petrópolis/RJ

Ens. Fundamental II e Ensino Médio:
24 2244-4012 ou 24 2244-4015
Educação Infantil e Ens. Fundamental I:
24 2244-4011
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